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Tratamento da Leishmaniose Canina

 

O tratamento da Leishmaniose Canina é difícil e exigente para o dono e para o cão. Os fármacos utilizados são caros e todos requerem regimes prolongados e com um bom nível de seguimento.

O tratamento geralmente só permite a remissão dos sintomas. Raramente se consegue a cura parasitológica. As recaídas ou recorrências são muito frequentes e muitos dos fármacos têm vários efeitos secundários.

Nos últimos anos, os períodos de tratamento têm vindo a ser prolongados. Isto pode ser devido às resistências desenvolvidas pelo parasita. Para prevenir a progressão destas resistências dever-se-iam utilizar nos cães fármacos distintos dos utilizados em humanos.

Seguidamente são descritos os fármacos mais frequentemente referidos para o tratamento da Leishmaniose Canina.

Os fármacos que podem ser usados no tratamento da Leishmaniose Canina são:

  1. Antimoniato de meglumina
  2. Alopurinol
  3. Pentamidina
  4. Aminosidina
  5. Anfotericina B

Antimoniato de Meglumina

  • Inibe selectivamente as enzimas da leishmania responsáveis pela glicólise e pelo metabolismo dos ácidos gordos.
  • Administração parenteral
  • Efeitos adversos: fibrose muscular e formação de abcessos (administração IM), nefrotoxicidade, problemas gastrointestinais, dor muscular e rigidez articular.
  • Relativamente caro

Alopurinol

  • É uma pirazolpirimidina que inibe a Xantina Oxidase
  • Usado no tratamento da gota em humanos e contra a formação de cálculos de urato em cães
  • Metabolizado pela leishmania, produzindo um análogo de uma purina, que aquela incorpora no ARN, criando um defeito neste.
  • Barato
  • Os efeitos secundários em cães são raros (formação de uratos de xantina, deterioração da função hepática)
  • Usado em combinação com o Antimoniato de meglumina

Pentamidina

  • Uma diamidina aromática
  • Injecção intramuscular dolorosa
  • Efeitos secundários: hipotensão, taquicárida e vómitos

Aminosidina

  • Um aminoglicosídeo produzido pelo Streptomyces rimosus
  • Efeitos secundários: ototoxicidade, cegueira, nefrotoxicidade, morte.

Anfotericina B

  • Um macrólido
  • Também tem acção anti-fúngica
  • Actua unindo-se ao esterol da membrana celular do protozoário e alterando a sua permeabilidade.
  • Altamente nefrotóxico em cães

Até ao momento, os fármacos mais usados na Europa são o Antimoniato de Meglumina e/ou Alopurinol.

É de referir que é recomendável uma protecção adequada contra os flebótomos nos animais em tratamento, de forma a reduzir o risco de reinfecção e do cão actuar como um reservatório.

Um cão com leishmaniose
Um cão com leishmaniose

Olho de um cão com leishmaniose
Olho de um cão com leishmaniose

Pata de um cão com leishmaniose
Pata de um cão com leishmaniose