O tratamento da Leishmaniose Canina é difícil e exigente para o dono e para o cão. Os fármacos utilizados são caros e todos requerem regimes prolongados e com um bom nível de seguimento. O tratamento geralmente só permite a remissão dos sintomas. Raramente se consegue a cura parasitológica. As recaídas ou recorrências são muito frequentes e muitos dos fármacos têm vários efeitos secundários. Nos últimos anos, os períodos de tratamento têm vindo a ser prolongados. Isto pode ser devido às resistências desenvolvidas pelo parasita. Para prevenir a progressão destas resistências dever-se-iam utilizar nos cães fármacos distintos dos utilizados em humanos. Seguidamente são descritos os fármacos mais frequentemente referidos para o tratamento da Leishmaniose Canina. Os fármacos que podem ser usados no tratamento da Leishmaniose Canina são: - Antimoniato de meglumina
- Alopurinol
- Pentamidina
- Aminosidina
- Anfotericina B
Antimoniato de Meglumina - Inibe selectivamente as enzimas da leishmania responsáveis pela glicólise e pelo metabolismo dos ácidos gordos.
- Administração parenteral
- Efeitos adversos: fibrose muscular e formação de abcessos (administração IM), nefrotoxicidade, problemas gastrointestinais, dor muscular e rigidez articular.
- Relativamente caro
Alopurinol - É uma pirazolpirimidina que inibe a Xantina Oxidase
- Usado no tratamento da gota em humanos e contra a formação de cálculos de urato em cães
- Metabolizado pela leishmania, produzindo um análogo de uma purina, que aquela incorpora no ARN, criando um defeito neste.
- Barato
- Os efeitos secundários em cães são raros (formação de uratos de xantina, deterioração da função hepática)
- Usado em combinação com o Antimoniato de meglumina
Pentamidina - Uma diamidina aromática
- Injecção intramuscular dolorosa
- Efeitos secundários: hipotensão, taquicárida e vómitos
Aminosidina - Um aminoglicosídeo produzido pelo Streptomyces rimosus
- Efeitos secundários: ototoxicidade, cegueira, nefrotoxicidade, morte.
Anfotericina B - Um macrólido
- Também tem acção anti-fúngica
- Actua unindo-se ao esterol da membrana celular do protozoário e alterando a sua permeabilidade.
- Altamente nefrotóxico em cães
Até ao momento, os fármacos mais usados na Europa são o Antimoniato de Meglumina e/ou Alopurinol. É de referir que é recomendável uma protecção adequada contra os flebótomos nos animais em tratamento, de forma a reduzir o risco de reinfecção e do cão actuar como um reservatório. |  | 
Um cão com leishmaniose
Olho de um cão com leishmaniose
Pata de um cão com leishmaniose
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