A Leishmaniose pode ser considerada como uma doença endémica em todos os países Mediterrânicos, incluindo Portugal, e afecta todos os Continentes à excepção da Austrália e as ilhas do Pacífico, onde nunca se encontrou o vector.
A seguir apresenta-se informação sobre os vários estudos de seroprevalência realizados em Portugal nos últimos anos. É claro o aumento significativo da seroprevalência no nosso País. | Ano(s) | Localização | Prevalência | Referência | Trás-os-Montes e Alto Douro | | 1989 | Concelho de Santa Marta de Penaguião - Distrito de Vila Real | 9,40% | Sampaio-Silva et al. (1993) | | 1989 | Concelho de Mesão Frio - Distrito de Vila Real | 15,00% | Sampaio-Silva et al. (1993) | | 1996 | Concelho de Tabuaço - Distrito de Vila Real | 6,50% | Santos (1997) | | 1986/87 | Concelho de Alijó - Distrito de Vila Real | 10,00% | Abranches et al. (1992) | | 1988/89 | Concelho de Alijó - Distrito de Vila Real | 12,40% | Abranches et al. (1992) | | 2000 | Concelho de Alijó - Distrito de Vila Real | 18,70% | Cardoso et al. (2004a) | | 1989 | Concelho de Peso da Régua - Distrito de Vila Real | 10,40% | Sampaio-Silva et al. (1993) | | 1999 | Concelho de Peso da Régua - Distrito de Vila Real | 20,40% | Cardoso et al. (2004b) | Beiras | 1994 | Concelho de Lousã – Distrito de Coimbra | 6,20% | Sousa et al. (1996) | 2005 | R. Cova da Beira - Concelhos de Covilhã, Fundão e Belmonte - Distrito de Castelo Branco | 12,50% | Coelho et al. (2005) | Região Metropolitana de Lisboa e Península de Setúbal | 1981 | Distrito Lisboa | 5,50% | Abranches et al. (1983) | 1981-1986 | Distrito Setúbal | 7,80% | Abranches et al. (1987) | 2002/03 | Distrito Lisboa /Distrito Setúbal | 16,60% | Afonso et al. (2004) | Alentejo | 1991 | Concelho de Évora | 3,90% | Semião-Santos et al. (1995) | 1999-2000 | Concelho de Évora | 9,40% | Semião-Santos | Algarve | 1993/94 | Distrito de Faro | 7,00% | Cabrita (1994) | 1994 | Concelho de Loulé | 7,00% | Campino et al. (1995) |
Acredita-se que a seroprevalência tem vindo a aumentar em todo Portugal, tal como tem vindo a aumentar nas regiões estudadas. Consequentemente, os valores de seroprevalência, de regiões como o Algarve, achados há dez ou mais anos, poderão não reflectir a realidade actual. O conhecimento empírico permite concluir que, para além das regiões estudadas, outras são também problemáticas, nomeadamente, grande parte do Alto e Baixo Alentejo, das Beiras e do Ribatejo. |  | Clique no mapa para o aumentar 
A seroprevalência da doença varia de uma região para outra, dependendo de factores como a temperatura, humidade e localização geográfica. |