Subordem: Nematocera Ordem: Díptera (moscas de 2 asas) Os vectores da leishmaniose pertencem ao género Phlebotomus (Europa) e Lutzomyia (América). Os flebótomos são insectos nocturnos, pelo que o seu momento de maior actividade regista-se ao entardecer. Entre outras características externas distintivas, destacam-se o seu corpo peludo e a posição de suas asas (o ângulo sobre o abdómen) quando estão em descanso.
Os flebótomos alimentam-se de fontes naturais de açúcar, mas as suas fêmeas servem-se da picada para poder maturar os seus ovos no sangue do hospedeiro, pelo que se deduz que os machos não picam. O repasto de sangue é precedido por salivação na pele do hospedeiro, pois a saliva do flebótomo contém anticoagulantes e vasodilatadores que facilitam e permitem manter a hemorragia. Ciclo de vida do flebótomo O ciclo completo tem uma duração aproximada de 6 semanas: - Após o repasto de sangue, a ovopostura ocorre passados 4 a 8 dias;
- Os ovos eclodem passados 7 a 10 dias;
- As larvas passam por 4 fases
- Posteriormente dá-se a fase de pupa
- Os flebótomos emergem da pupa passados 10 dias.
O ciclo de vida do flebótomo ocorre geralmente entre os meses de Março a Outubro. Ciclo de vida da leishmania As formas amastigotas são ingeridas com o sangue e rapidamente mudam para a forma de promastigotas, móvel e alargada. Os promastigotas multiplicam-se rapidamente por cisão binária. Inicialmente, o sangue ingerido é envolto numa membrana peritrófica. As enzimas produzidas pela leishmania destroem esta membrana e os parasitas escapam-se para o lúmen intestinal. Aí, aderem-se à parede. À medida que a leishmania se multiplica, move-se cranialmente. As leishmanias desenvolvem-se em promastigotas metacíclicas. Esta é a forma capaz de infectar o hospedeiro vertebrado. São diferentes morfologicamente das formas de multiplicação e, sobretudo, são capazes de resistir à ingestão pelos macrófagos do mamífero. As formas metacíclicas invadem as partes orais e alojam-se nas glândulas salivares do flebótomo.
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